GAAME (Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo) é um grupo de Bauru - SP aberto para pessoas interessadas em promover, proteger e apoiar a amamentação. Estruturou-se em 2003 e tem como objetivo a atualização, a divulgação, o aprimoramento e o treinamento em aleitamento materno. O grupo se reúne toda 2ª quarta-feira do mês no SENAC-BAURU às 9h. Telefone para contato 3226-3227.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Sala de apoio à amamentação
O que é?
As salas de apoio à amamentação são espaços dentro da empresa em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao seu filho. Esse leite é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar doá-lo para um Banco de Leite Humano.
Benefícios: O incentivo ao aleitamento materno através da sala de apoio à amamentação traz benefícios que vão além dos previamente citados aqui para mãe e o bebê, estendendo-se também a empresa, uma vez que com essa iniciativa, estas tendem a ter menos problemas com a ausência de funcionárias para tratar de problemas de saúde dos filhos. Sendo assim, funcionários e sociedade passam a ter uma imagem mais positiva da instituição que ganha em reputação.
Regulamentação: Em 2010, o Ministério da Saúde junto a ANVISA regulamentaram a implementação das salas de apoio à amamentação nas empresas por meio da Nota Técnica Conjunta nº 01/2010, disponível em (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sala_apoio_amamentacao_empresas.pdf). A sala não exige uma estrutura complexa. Por isso, sua implementação e manutenção são de baixo custo.
A Sala de apoio à amamentação é uma iniciativa complementar ao desenvolvimento de creches nas empresas. Junto a outras ações como os dois descansos especiais durante a jornada de trabalho incentivam e facilitam a manutenção do aleitamento materno no momento em que as mães retornam ao trabalho, após o término da licença maternidade. Atualmente a licença maternidade é de no mínimo quatro meses ou 120 dias corridos e de no máximo seis meses ou 180 dias. As mulheres que trabalham para empresas privadas podem ou não ter o benefício ampliado para seis meses, dependendo da decisão da própria companhia, que recebe um incentivo fiscal para estender a licença, mas não é obrigada a fazê-lo. Já as funcionárias públicas federais têm direito ao afastamento de seis meses, assim como servidoras da maioria dos Estados do país e de inúmeros municípios.
“Amamentar, um ato de amor”.
Referência Bibliografica: Portal da Saúde. Disponível em:
Alimentação da criança - continuação Anexo II - 3ª parte
O trabalho materno fora do lar pode ser um importante4 obstáculo à amamentação, em especial a exclusiva. A manutenção da amamentação nesse caso depende do tipo de ocupação da mãe, do número de horas no trabalho, das leis e de relações trabalhistas, do suporte ao aleitamento materno na família, na comunidade e no ambiente de trabalho e, em especial, das orientações dos profissionais de saúde para a manutenção do aleitamento materno em situações que exigem a separação física entre mãe e bebê.
Para as mães manterem a lactação após retornarem ao trabalho, é importante que o profissional de saúde estimule os familiares, em especial o companheiro, quando presente, a dividir as tarefas domésticas com a nutriz e oriente a mãe trabalhadora quanto a algumas medidas que facilitam a manutenção do aleitamento materno, listadas a seguir:
Antes do retorno ao trabalho:
· Manter o aleitamento materno exclusivo;
· Conhecer as facilidades para a retirada e armazenamento do leite no local de trabalho (privacidade, geladeira, horários);
· Praticar a ordenha do leite (de preferência manualmente) e congelar o leite para usar no futuro. Iniciar o estoque de leite 15 dias antes do retorno ao trabalho.
Após o retorno ao trabalho:
· Durante as horas de trabalho, esvaziar as mamas por meio de ordenha e guardar o leite em geladeira.
· Antes de oferecê-lo à criança, ele deve ser agitado suavemente para homogeneizar a gordura.
· Realizar ordenha, de preferência manual, da seguinte maneira:
Ø Cobrir os cabelos e proteger nariz e boca;
Ø Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços. Não há necessidade de lavar os seios freqüentemente;
Ø Secar as mãos e antebraços com toalha limpa ou de papel;
Ø Posicionar o recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) próximo ao seio;
Ø Massagear delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção à aréola;
Ø Procurar estar relaxada, sentada ou em pé, em posição confortável. Pensar no bebê pode auxiliar na ejeção do leite;
Ø Curvar o tórax sobre o abdômen, para facilitar a saída do leite e aumentar o fluxo;
Ø Com os dedos da mão em forma de “C”, colocar o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola-mama, em oposição ao polegar, sustentando o seio com os outros dedos;
Ø Usar preferencialmente a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita, ou usar as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama – técnica bimanual);
Ø Pressionar suavemente o polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção à parede torácica. Evitar pressionar demais, pois pode bloquear os ductos lactíferos.
Ø Pressionar e soltar, pressionar e soltar. A manobra não deve doer se a técnica estiver correta. A princípio o leite pode não fluir, mas depois de pressionar algumas vezes o leite começará a pingar. Poderá fluir em jatos se o reflexo de ocitocina for ativo;
Ø Desprezar os primeiros jatos, assim, melhora a qualidade do leite pela redução dos contaminantes microbianos;
Ø Mudar a posição dos dedos ao redor da aréola para esvaziar todas as áreas;
Ø Alternar a mama quando o fluxo de leite diminuir, repetindo a massagem e o ciclo várias vezes. Lembrar que ordenhar leite de peito adequadamente leva mais ou menos 20 a 30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias, quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida;
Referência Bibliografica:
Saúde da Criança-Nutrição Infantil: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília 2009.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Anexo II – 3ª parte: Volta ao Trabalho.
Em primeiro lugar verificar o horário que a mãe vai trabalhar: se período integral, se meio período e com quem o bebê vai ficar. Tranquilizá-la em relação a essa nova fase.
Orientar a mãe para oferecer o peito sempre antes de sair para o trabalho e após seu retorno à casa.
Ensinar a mãe para fazer a ordenha manual do leite para que o mesmo possa ser oferecido à criança durante o período em que a mãe estiver trabalhando. Se o profissional não está capacitado para ensinar a mãe, encaminhá-la para uma unidade de saúde ou banco de leite humano.
O leite deve ser coletado em pote de vidro (tipo de maionese), previamente fervido em bastante água (pote e tampa). Recomenda-se coletar, em cada vidro, apenas o volume aproximado para cada refeição.
Orientar a mãe a realizar a ordenha do leite materno e armazená-lo em frasco de vidro, com tampa plástica de rosca, lavado e fervido. Na geladeira, pode ser estocado por 12 horas e no congelador ou freezer por no máximo 15 dias. O leite materno deve ser descongelado e aquecido em banho maria e pode ser oferecido ao bebê em copo ou xícara, pequeno. O leite materno não pode ser descongelado em microondas e não deve ser fervido.
Ensinar a mãe a oferecer o leite à criança em copo. Ela deve ser orientada a repassar tal prática à pessoa que vai ficar em casa responsável por alimentar a criança.
Durante o período em que estiver trabalhando, para que suas mamas não fiquem muito ingurgitadas e não parem de produzir leite, as mães devem ser orientadas a fazer a ordenha manual ou com bombinha, em recipientes esterilizados, guardando-o em alguma geladeira próxima. No horário de voltar para casa, retirar do refrigerador e transportá-lo bem fechado, de preferência em caixa isotérmica (PVC ou isopor) com gelo reciclável.
Se não houver possibilidade de ordenha suficiente de leite, para suprir a necessidade da criança, iniciar a alimentação complementar com papas de frutas (uma pela manhã e outra pela tarde), mais uma papa salgada no horário do almoço. Orientá-la sobre a introdução de leite de vaca precocemente que pode determinar quadros alérgicos e outras doenças.
Preparo do frasco para guardar o leite:
· Lave um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa.
· Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água.
· Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura.
· Escorra-os sobre um pano limpo até secar.
· Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa.
Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:
· Coloque uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos.
· Coloque uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca.
· Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão.
· Lave as mamas apenas com água.
· Seque as mãos e as mamas com toalha limpa.
Local adequado para retirar o leite:
· Escolha um lugar confortável, limpo e tranqüilo.
· Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa.
· Evite conversar durante a retirada do leite.
Referência Bibliográfica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
Recomendações nutricionais para crianças no segundo ano de vida.
Anexo II – 2ª parte: Alimentação variada.
Recomendações nutricionais para crianças no segundo ano de vida.
O intervalo de 2 a 3 horas, entre as refeições, vai garantir que a criança consuma quantidade suficiente de comida.
Deve-se evitar a ingestão de açúcar e produtos que o contenham, pois favorecem a formação de cáries e obesidade.
As frutas (preferencialmente orgânicas) devem ser utilizadas de acordo com a regionalidade, sazonalidade e hábito da família.
Caso seja oferecido suco para a criança, orientar à mãe para oferecê-los após o consumo de toda a refeição e em pequena quantidade.
Crianças amamentadas desenvolvem um autocontrole de sua saciedade bastante eficaz. É importante que, após a introdução de alimentos complementares, os pais e cuidadores não adotem esquemas rígidos de alimentação, como horários e quantidade fixos, intervalos curtos entre as refeições, prêmios e ou castigos.
A tabela abaixo apresenta uma referência das quantidades adequadas de alimentos, de acordo com a idade da criança. Contudo, é necessário reforçar que algumas crianças aceitarão volumes maiores ou menores por refeição, sendo importante observar e respeitar os sinais de fome e saciedade da criança.
Idade
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Textura
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Quantidade
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A partir de 6 meses
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Alimentos bem amassados
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Iniciar com 2 a 3 colheres de sopa e aumentar a quantidade conforme aceitação
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A partir dos 7 meses
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Alimentos bem amassados
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2/3 de uma xícara ou tigela de 250ml
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9 a 11 meses
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Alimentos bem cortados ou levemente amassados
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¾ de uma xícara ou tigela de 250ml
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12 a 24 meses
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Alimentos bem cortados ou levemente amassados
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Uma xícara ou tigela de 250ml
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Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Anexo II – 1ª parte: Alimentação variada.
A espécie humana necessita de dieta variada para garantir a nutrição adequada.
Os nutrientes estão distribuídos em quantidades diferentes nos alimentos, por isso é recomendado variar os alimentos que compõem as preparações. Os alimentos são classificados em grupos, de acordo com o nutriente que apresentam em maior quantidade. Alimentos que pertencem ao mesmo grupo podem ser fontes de diferentes nutrientes. Exemplo: grupo das frutas – o mamão é fonte de vitamina A e o caju é fonte de vitamina C. Então, além de consumir alimentos de todos os grupos é importante variar os alimentos dentro de cada grupo.
Descrição dos grupos de alimentos e da recomendação diária por faixa etária:
Grupo | Importância | Recomendação diária 6 – 12 meses | Recomendação diária 12 – 24 meses |
Cereais, pães e tubérculos | Alimentos ricos em carboidratos devem aparecer em quantidades maiores nas refeições, principalmente nas papas, pois aumentam a densidade energética, além de fornecer proteínas. | Três porções | Cinco porções |
Verduras e legumes | Alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras. Devem ser variados, pois existem diferentes fontes de vitaminas nesse mesmo grupo. Os alimentos de coloração alaranjada são fonte de beta-caroteno (pró-vitamina A). As folhas verde-escuras possuem, além de beta-caroteno, ferro não heme, que é mais absorvido quando oferecido junto com alimentos fonte de vitamina C. | Três porções | Três porções |
Frutas | Alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras. São, também, importante fonte de energia. Após completar 6 meses a criança deve receber 2 frutas por dia, e nenhuma fruta é contraindicada. | Três porções | Quatro porções |
Leites e produtos lácteos | Para crianças menores de 2 anos, o leite materno pode ser o único alimento desse grupo. Para crianças maiores de quatro meses totalmente desmamadas, se recomenda a oferta de leite de vaca (ou outro) na forma pura ou adicionado de fruta. Esse grupo é básico para crianças menores de 1 ano e complementar para crianças maiores de 1 ano. Fornece cálcio e proteína. O cálcio é fundamental para o desenvolvimento ósseo da criança. | Três porções | Três porções |
Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
Anexo I – 3ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.
Esquema alimentar para crianças não amamentadas.
Caso a criança não esteja mais sendo alimentada ao peito, a partir do 4º mês de vida deve-se oferecer quatro refeições diárias, além de duas refeições lácteas.
Assim durante um dia ficariam duas refeições básicas (almoço e jantar) e duas frutas, além do leite sem adição de açúcar.
Se a criança estiver recebendo fórmula infantil, não há necessidade de suplementação com ferro e vitaminas, porque já são enriquecidas.
Se a criança estiver recebendo preparação com leite de vaca integral em pó ou fluído, recomenda-se introdução de suco de frutas para que seja oferecida vitamina C.
Deve-se ainda procurar ajuda profissional, pois pode haver necessidade de suplemento medicamentoso principalmente de ferro até que a alimentação complementar seja introduzida e supra as necessidades desses minerais.
A alimentação da criança no primeiro ano de vida ficaria assim distribuída:
Menores de 4 meses | De 4 a 8 meses | Após completar 8 meses | Após completar 12 meses |
Alimentação Láctea | Leite | Leite | Leite ou fruta ou cereal ou tubérculo |
Papa de Fruta | Fruta | Fruta | |
Papa Salgada | Papa Salgada ou Refeição da Família | Refeição Básica da Família | |
Papa de Fruta | Fruta | Fruta ou pão simples ou cereal ou tubérculo | |
Papa Salgada | Papa Salgada ou Refeição da Família | Refeição Básica da Família | |
leite | Leite | Leite |
A composição das papas, forma de introdução e consistência deve seguir as orientações contidas nos passos deste material.
Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
Anexo I – 2ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.
O Ministério da Saúde sugere para a alimentação das crianças totalmente desmamadas, um número diário de refeições com leite variando de acordo com a faixa etária, para garantir o suprimento das necessidades nutricionais.
A tabela abaixo mostra a sugestão para o primeiro ano de vida da criança.
Volume e número de refeições lácteas por faixa etária no primeiro ano de vida.
Idade | Volume/Refeição | Número de refeições/dia |
Do nascimento a 30 dias | 60 a 120 ml | 6 a 8 |
30 a 60 dias | 120 a 150 ml | 6 a 8 |
2 a 3 meses | 150 a 180 ml | 4 a 6 |
3 a 4 meses | 180 a 200 ml | 4 a 5 |
> 4 meses | 180 a 200 ml | 2 a 3 |
Os valores das refeições de leite são diferentes para cada criança, pois variam de acordo com o peso corporal da criança nas diferentes idades.
A alimentação pode ser feita com fórmulas infantis (leites industrializados próprios), com leite em pó integral ou com leite fluído.
Na opção por fórmula infantil, o preparo deve seguir as recomendações do rótulo do produto, uma vez que a industria preparou um composto para as necessidades da criança.
Caso a opção seja por leite em pó integral ou pelo leite fluido, como eles não sofreram modificações deve-se diluí-lo até 4° mês de idade, por causa do excesso de proteína e eletrólitos que sobrecarregam a filtração renal. Quando se faz a diluição, corrige-se o excesso de proteína e eletrólitos, entretanto causa-se outro, a diminuição do valor calórico do mesmo. Além disso o leite de vaca não tem um tipo de gordura que o leite humano tem. Para corrigir esses problemas recomenda-se preparar o leite com 3% de óleo (1 colher de chá para cada 100 mL de leite).
Reconstituição do leite para crianças menores de 4 meses.
Leite em pó integral (diluição a 10%): 1 colher das de sobremesa rasa para 100ml de água fervida. 1 ½ colher das de sobremesa rasas para 150ml de água fervida. 2 colheres das de sobremesa rasas para 200ml de água fervida. Preparo de leite em pó: primeiro, diluir o leite em pó em um pouco de água fervida e em seguida adicionar o óleo e água fervida para completar o volume desejado. | Leite integral fluído: 2/3 de leite fluído + 1/3 de água fervida: 70ml de leite + óleo + 30ml de água = 100ml. 100ml de leite + óleo + 50ml de água = 150ml. 130ml de leite + óleo + 70ml de água = 200ml |
Após completar 4 meses de idade o leite integral líquido não deverá ser diluído e nem acrescido do óleo, já que nessa idade a criança receberá outros alimentos.
Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
Anexo I – 1ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.
- As orientações transmitidas pelo “Colostro”, nesta série sobre Alimentação Infantil, não recomenda nem induz o uso de leite de vaca e/ou artificial e sim valoriza o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e complementado até os dois anos ou mais.
- No entanto, sabe-se que há condições em que as crianças não estão mais sendo amamentadas ao peito e não há possibilidade de reverter essa situação. Assim, as orientações a seguir permitirão aos profissionais de saúde atuar de maneira mais adequada frente a tais casos e de forma individualizada. Essas devem ser adotados apenas excepcionalmente, quando esgotadas todas as possibilidades de relactação da mãe e analisados caso a caso.
- É importante reforçar que o leite de vaca integral fluido ou em pó não é recomendado para criança menor de um ano. Diante da impossibilidade de impedir a utilização desse alimento para o lactente o profissional de saúde deve orientar a mãe sobre a diluição adequada para a idade, a correção da deficiência de linoléico com óleo nos primeiros quatro meses e a suplementação com vitamina C e ferro.
- A amamentação deve ser protegida. Por isso, a orientação sobre preparo de leites artificiais nunca deve ser coletiva. Nos casos em que há necessidade de orientar sobre o preparo de leites artificiais (por exemplo, mães HIV positivo) esta orientação deve ser feita de maneira individualizada e por profissional qualificado.
Para crianças menores de 4 meses:
- Perguntar à mãe ou responsável como ela prepara o leite que oferece à criança e corrigir, se for o caso, a diluição (que pode estar muito diluída ou concentrada), o volume de cada refeição e o número de refeições que estão sendo oferecidos.
- Identificar as práticas de higiene usadas na manipulação e no preparo dos alimentos complementares, orientando adequadamente as mães e cuidadores, quando necessário.
- Orientar a mãe para preparar cada refeição láctea próxima à hora de oferecê-la à criança, sobretudo se não possui refrigerador. E nunca oferecer à criança restos de leite da refeição anterior.
Para crianças a partir dos 4 meses:
- A orientação básica é iniciar logo a alimentação (não esperar que a criança entre no sexto mês) e ir substituindo a refeição láctea pura pela alimentação, de modo gradativo. Todas as demais orientações dadas para as crianças menores de 4 meses também se aplicam a esse grupo de idade.
Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Passo 10 dos Dez passos para uma alimentação saudável: Guia alimentar para menores de dois anos.
Passo 10: Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
· A criança doente ingere menos alimentos, quer seja por falta de apetite, dor ou indisposição. Há gasto energético maior devido à febre e ao aumento de alguns hormônios e anticorpos.
· Há aumento no catabolismo de proteínas com perdas significativas de nitrogênio pela via urinaria e, nos casos de diarréia, de perdas gastrintestinais de energia e micronutrientes.
· Episódios freqüentes de infecção podem levar ao atraso no desenvolvimento e a certas deficiências nutricionais (vitamina A, zinco e ferro).
· Esses fatores aumentam a vulnerabilidade da criança a novos episódios de infecção, formando um ciclo vicioso, que vai comprometer o seu estado nutricional.
· O aleitamento materno é a melhor e mais eficiente recomendação dietética para a saúde da criança pequena. Além de prevenir infecções, o leite materno limita os efeitos das infecções, quando contraídas, fornecendo agentes imunológicos eficazes e micronutrientes que são melhor absorvidos e aproveitados.
· A prioridade dietética para a criança doente é a manutenção da ingestão adequada de calorias, utilizando alimentos complementares pastosos ou em forma de papas com alta densidade energética.
· Uma boa prática para aumentar o teor energético diário da alimentação de crianças que apresentarem baixo peso para a estatura é acrescentar, às refeições salgadas, uma colher das de sobremesa de óleo para crianças menores de um ano e uma colher de sopa para maiores de um ano.
· Logo que a criança recupere o apetite pode-se orientar à mãe oferecer mais uma refeição extra ao dia, pois no período de convalescença o apetite da criança aumenta para compensar a inapetência da fase aguda da doença.
· Se a criança estiver sendo amamentada exclusivamente no peito, aumentar a freqüência das mamadas. O leite materno é, em geral, o alimento que a criança doente aceita melhor. Muitas vezes a criança doente cansa-se mais e precisa mamar mais vezes.
· A mãe deve ser orientada a oferecer, dentre os alimentos saudáveis, os de maior preferência, em quantidades pequenas e com maior freqüência.
· Se a criança já estiver recebendo a alimentação da família, utilizar as preparações em forma de purê ou papas nas refeições, que são de mais fácil aceitação pela criança. E se estiver aceitando bem apenas um tipo de preparação saudável, mantê-la até que a criança se recupere.
· Nos casos das crianças febris e/ou com diarréia, a oferta de líquidos e água deve ser aumentada. Esses líquidos devem ser oferecidos no intervalo das refeições e, de preferência, em xícaras ou copos sem tampa. O uso de mamadeira aumenta o risco de infecções e diarréia.
Recomendações às famílias de crianças pequenas com dificuldades de alimentar-se: · Separar a refeição em um prato individual para ter certeza do quanto a criança está realmente ingerindo; · Estar presente junto às refeições mesmo que a criança já coma sozinha e ajudá-la se necessário; · Não apressar a criança. Ela pode comer um pouco, descansar e depois comer novamente. É necessário ter paciência e bom humor; · Alimentar a criança tão logo ela demonstre fome, se esperar muito, ela pode perder o apetite; · Não forçar a criança a comer. Isso aumenta o estresse e diminui ainda mais o apetite. As refeições devem ser momentos tranqüilos e felizes; · Cuidados de higiene corporal e bucal (dentes e língua) devem ser redobrados, quando a criança está doente |
Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.
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