sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sala de apoio à amamentação

O que é?

As salas de apoio à amamentação são espaços dentro da empresa em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao seu filho. Esse leite é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar doá-lo para um Banco de Leite Humano.

Benefícios: O incentivo ao aleitamento materno através da sala de apoio à amamentação traz benefícios que vão além dos previamente citados aqui para mãe e o bebê, estendendo-se também a empresa, uma vez que com essa iniciativa, estas tendem a ter menos problemas com a ausência de funcionárias para tratar de problemas de saúde dos filhos. Sendo assim, funcionários e sociedade passam a ter uma imagem mais positiva da instituição que ganha em reputação.

Regulamentação: Em 2010, o Ministério da Saúde junto a ANVISA regulamentaram a implementação das salas de apoio à amamentação nas empresas por meio da Nota Técnica Conjunta nº 01/2010, disponível em (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sala_apoio_amamentacao_empresas.pdf). A sala não exige uma estrutura complexa. Por isso, sua implementação e manutenção são de baixo custo.

            A Sala de apoio à amamentação é uma iniciativa complementar ao desenvolvimento de creches nas empresas. Junto a outras ações como os dois descansos especiais durante a jornada de trabalho incentivam e facilitam a manutenção do aleitamento materno no momento em que as mães retornam ao trabalho, após o término da licença maternidade. Atualmente a licença maternidade é de no mínimo quatro meses ou 120 dias corridos e de no máximo seis meses ou 180 dias. As mulheres que trabalham para empresas privadas podem ou não ter o benefício ampliado para seis meses, dependendo da decisão da própria companhia, que recebe um incentivo fiscal para estender a licença, mas não é obrigada a fazê-lo. Já as funcionárias públicas federais têm direito ao afastamento de seis meses, assim como servidoras da maioria dos Estados do país e de inúmeros municípios.
“Amamentar, um ato de amor”.

Referência Bibliografica: Portal da Saúde. Disponível em:

Alimentação da criança - continuação Anexo II - 3ª parte


Anexo II – 3ª parte: Volta ao Trabalho - continuação.


O trabalho materno fora do lar pode ser um importante4 obstáculo à amamentação,  em especial a exclusiva. A manutenção da amamentação nesse caso depende do tipo de ocupação da mãe, do número de horas no trabalho, das leis e de relações trabalhistas, do suporte ao aleitamento materno na família, na comunidade e no ambiente de trabalho e, em especial, das orientações dos profissionais de saúde para a manutenção do aleitamento materno em situações que exigem a separação física entre mãe e bebê.
Para as mães manterem a lactação após retornarem ao trabalho, é importante que o profissional de saúde estimule os familiares, em especial o companheiro, quando presente, a dividir as tarefas domésticas com a nutriz e oriente a mãe trabalhadora quanto a algumas medidas que facilitam a manutenção do aleitamento materno, listadas a seguir:

Antes do retorno ao trabalho:
·         Manter o aleitamento materno exclusivo;
·         Conhecer as facilidades para a retirada e armazenamento do leite no local de trabalho (privacidade, geladeira, horários);
·         Praticar a ordenha do leite (de preferência manualmente) e congelar o leite para usar no futuro. Iniciar o estoque de leite 15 dias antes do retorno ao trabalho.

Após o retorno ao trabalho:
·         Durante as horas de trabalho, esvaziar as mamas por meio de ordenha e guardar o leite em geladeira.
·         Antes de oferecê-lo à criança, ele deve ser agitado suavemente para homogeneizar a gordura.
·         Realizar ordenha, de preferência manual, da seguinte maneira:
Ø  Cobrir os cabelos e proteger nariz e boca;
Ø  Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços. Não há necessidade de lavar os seios freqüentemente;
Ø  Secar as mãos e antebraços com toalha limpa ou de papel;
Ø  Posicionar o recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) próximo ao seio;
Ø  Massagear delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção à aréola;
Ø  Procurar estar relaxada, sentada ou em pé, em posição confortável. Pensar no bebê pode auxiliar na ejeção do leite;
Ø  Curvar o tórax sobre o abdômen, para facilitar a saída do leite e aumentar o fluxo;
Ø  Com os dedos da mão em forma de “C”, colocar o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola-mama, em oposição ao polegar, sustentando o seio com os outros dedos;
Ø  Usar preferencialmente a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita, ou usar as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama – técnica bimanual);
Ø  Pressionar suavemente o polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção à parede torácica. Evitar pressionar demais, pois pode bloquear os ductos lactíferos.
Ø  Pressionar e soltar, pressionar e soltar. A manobra não deve doer se a técnica estiver correta. A princípio o leite pode não fluir, mas depois de pressionar algumas vezes o leite começará a pingar. Poderá fluir em jatos se o reflexo de ocitocina for ativo;
Ø  Desprezar os primeiros jatos, assim, melhora a qualidade do leite pela redução dos contaminantes microbianos;
Ø  Mudar a posição dos dedos ao redor da aréola para esvaziar todas as áreas;
Ø  Alternar a mama quando o fluxo de leite diminuir, repetindo a massagem e o ciclo várias vezes. Lembrar que ordenhar leite de peito adequadamente leva mais ou menos 20 a 30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias, quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida;


Referência Bibliografica:
Saúde da Criança-Nutrição Infantil: Aleitamento Materno e Alimentação Complementar/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília 2009.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Anexo II – 3ª parte: Volta ao Trabalho.


Em primeiro lugar verificar o horário que a mãe vai trabalhar: se período integral, se meio período e com quem o bebê vai ficar. Tranquilizá-la em relação a essa nova fase.
Orientar a mãe para oferecer o peito sempre antes de sair para o trabalho e após seu retorno à casa.
Ensinar a mãe para fazer a ordenha manual do leite para que o mesmo possa ser oferecido à criança durante o período em que a mãe estiver trabalhando. Se o profissional não está capacitado para ensinar a mãe, encaminhá-la para uma unidade de saúde ou banco de leite humano.
O leite deve ser coletado em pote de vidro (tipo de maionese), previamente fervido em bastante água (pote e tampa). Recomenda-se coletar, em cada vidro, apenas o volume aproximado para cada refeição.
Orientar a mãe a realizar a ordenha do leite materno e armazená-lo em frasco de vidro, com tampa plástica de rosca, lavado e fervido. Na geladeira, pode ser estocado por 12 horas e no congelador ou freezer por no máximo 15 dias. O leite materno deve ser descongelado e aquecido em banho maria e pode ser oferecido ao bebê em copo ou xícara, pequeno. O leite materno não pode ser descongelado em microondas e não deve ser fervido.
Ensinar a mãe a oferecer o leite à criança em copo. Ela deve ser orientada a repassar tal prática à pessoa que vai ficar em casa responsável por alimentar a criança.
Durante o período em que estiver trabalhando, para que suas mamas não fiquem muito ingurgitadas e não parem de produzir leite, as mães devem ser orientadas a fazer a ordenha manual ou com bombinha, em recipientes esterilizados, guardando-o em alguma geladeira próxima. No horário de voltar para casa, retirar do refrigerador e transportá-lo bem fechado, de preferência em caixa isotérmica (PVC ou isopor) com gelo reciclável.
Se não houver possibilidade de ordenha suficiente de leite, para suprir a necessidade da criança, iniciar a alimentação complementar com papas de frutas (uma pela manhã e outra pela tarde), mais uma papa salgada no horário do almoço. Orientá-la sobre a introdução de leite de vaca precocemente que pode determinar quadros alérgicos e outras doenças.
Preparo do frasco para guardar o leite:
·         Lave um frasco de vidro com tampa de plástico (do tipo maionese ou café solúvel), retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa.
·         Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água.
·         Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura.
·         Escorra-os sobre um pano limpo até secar.
·         Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa.
Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:
·         Coloque uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos.
·         Coloque uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca.
·         Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão.
·         Lave as mamas apenas com água.
·         Seque as mãos e as mamas com toalha limpa.
Local adequado para retirar o leite:
·         Escolha um lugar confortável, limpo e tranqüilo.
·         Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa.
·         Evite conversar durante a retirada do leite.

Referência Bibliográfica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

Recomendações nutricionais para crianças no segundo ano de vida.




Anexo II – 2ª parte: Alimentação variada.

Recomendações nutricionais para crianças no segundo ano de vida.
O intervalo de 2 a 3 horas, entre as refeições, vai garantir que a criança consuma quantidade suficiente de comida.
Deve-se evitar a ingestão de açúcar e produtos que o contenham, pois favorecem a formação de cáries e obesidade.
As frutas (preferencialmente orgânicas) devem ser utilizadas de acordo com a regionalidade, sazonalidade e hábito da família.
Caso seja oferecido suco para a criança, orientar à mãe para oferecê-los após o consumo de toda a refeição e em pequena quantidade.
Crianças amamentadas desenvolvem um autocontrole de sua saciedade bastante eficaz. É importante que, após a introdução de alimentos complementares, os pais e cuidadores não adotem esquemas rígidos de alimentação, como horários e quantidade fixos, intervalos curtos entre as refeições, prêmios e ou castigos.
A tabela abaixo apresenta uma referência das quantidades adequadas de alimentos, de acordo com a idade da criança. Contudo, é necessário reforçar que algumas crianças aceitarão volumes maiores ou menores por refeição, sendo importante observar e respeitar os sinais de fome e saciedade da criança.


Idade
Textura
Quantidade
A partir de 6 meses
Alimentos bem amassados
Iniciar com 2 a 3 colheres de sopa e aumentar a quantidade conforme aceitação
A partir dos 7 meses
Alimentos bem amassados
2/3 de uma xícara ou tigela de 250ml
9 a 11 meses
Alimentos bem cortados ou levemente amassados
¾ de uma xícara ou tigela de 250ml
12 a 24 meses
Alimentos bem cortados ou levemente amassados
Uma xícara ou tigela de 250ml



Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Anexo II – 1ª parte: Alimentação variada.

A espécie humana necessita de dieta variada para garantir a nutrição adequada.
Os nutrientes estão distribuídos em quantidades diferentes nos alimentos, por isso é recomendado variar os alimentos que compõem as preparações. Os alimentos são classificados em grupos, de acordo com o nutriente que apresentam em maior quantidade. Alimentos que pertencem ao mesmo grupo podem ser fontes de diferentes nutrientes. Exemplo: grupo das frutas – o mamão é fonte de vitamina A e o caju é fonte de vitamina C. Então, além de consumir alimentos de todos os grupos é importante variar os alimentos dentro de cada grupo.
Descrição dos grupos de alimentos e da recomendação diária por faixa etária:

Grupo
Importância
Recomendação diária
6 – 12 meses
Recomendação diária
12 – 24 meses
Cereais, pães e tubérculos
Alimentos ricos em carboidratos devem aparecer em quantidades maiores nas refeições, principalmente nas papas, pois aumentam a densidade energética, além de fornecer proteínas.
Três porções
Cinco porções
Verduras e legumes
Alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras. Devem ser variados, pois existem diferentes fontes de vitaminas nesse mesmo grupo. Os alimentos de coloração alaranjada são fonte de beta-caroteno (pró-vitamina A). As folhas verde-escuras possuem, além de beta-caroteno, ferro não heme, que é mais absorvido quando oferecido junto com alimentos fonte de vitamina C.
Três porções
Três porções
Frutas
Alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras. São, também, importante fonte de energia. Após completar 6 meses a criança deve receber 2 frutas por dia, e nenhuma fruta é contraindicada.
Três porções
Quatro porções
Leites e produtos lácteos
Para crianças menores de 2 anos, o leite materno pode ser o único alimento desse grupo. Para crianças maiores de quatro meses totalmente desmamadas, se recomenda a oferta de leite de vaca (ou outro) na forma pura ou adicionado de fruta. Esse grupo é básico para crianças menores de 1 ano e complementar para crianças maiores de 1 ano. Fornece cálcio e proteína. O cálcio é fundamental para o desenvolvimento ósseo da criança.
Três porções
Três porções


Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

Anexo I – 3ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.

Esquema alimentar para crianças não amamentadas.
            Caso a criança não esteja mais sendo alimentada ao peito, a partir do 4º mês de vida deve-se oferecer quatro refeições diárias, além de duas refeições lácteas.
            Assim durante um dia ficariam duas refeições básicas (almoço e jantar) e duas frutas, além do leite sem adição de açúcar.
            Se a criança estiver recebendo fórmula infantil, não há necessidade de suplementação com ferro e vitaminas, porque já são enriquecidas.
            Se a criança estiver recebendo preparação com leite de vaca integral em pó ou fluído, recomenda-se introdução de suco de frutas para que seja oferecida vitamina C.
            Deve-se ainda procurar ajuda profissional, pois pode haver necessidade de suplemento medicamentoso principalmente de ferro até que a alimentação complementar seja introduzida e supra as necessidades desses minerais.
            A alimentação da criança no primeiro ano de vida ficaria assim distribuída:

Menores de 4 meses
De 4 a 8 meses
Após completar 8 meses
Após completar 12 meses
Alimentação Láctea
Leite
Leite
Leite ou fruta ou cereal ou tubérculo
Papa de Fruta
Fruta
Fruta
Papa Salgada
Papa Salgada ou Refeição da Família
Refeição Básica da Família
Papa de Fruta
Fruta
Fruta ou pão simples ou cereal ou tubérculo
Papa Salgada
Papa Salgada ou Refeição da Família
Refeição Básica da Família
leite
Leite
Leite

A composição das papas, forma de introdução e consistência deve seguir as orientações contidas nos passos deste material.

Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

Anexo I – 2ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.

O Ministério da Saúde sugere para a alimentação das crianças totalmente desmamadas, um número diário de refeições com leite variando de acordo com a faixa etária, para garantir o suprimento das necessidades nutricionais.
                A tabela abaixo mostra a sugestão para o primeiro ano de vida da criança.

Volume e número de refeições lácteas por faixa etária no primeiro ano de vida.

Idade
Volume/Refeição
Número de refeições/dia
Do nascimento a 30 dias
60 a 120 ml
6 a 8
30 a 60 dias
120 a 150 ml
6 a 8
2 a 3 meses
150 a 180 ml
4 a 6
3 a 4 meses
180 a 200 ml
4 a 5
> 4 meses
180 a 200 ml
2 a 3


                Os valores das refeições de leite são diferentes para cada criança, pois variam de acordo com o peso corporal da criança nas diferentes idades.
                A alimentação pode ser feita com fórmulas infantis (leites industrializados próprios), com leite em pó integral ou com leite fluído.
                Na opção por fórmula infantil, o preparo deve seguir as recomendações do rótulo do produto, uma vez que a industria preparou um composto para as necessidades da criança.
                Caso a opção seja por leite em pó integral ou pelo leite fluido, como eles não sofreram modificações deve-se diluí-lo até 4° mês de idade, por causa do excesso de proteína e eletrólitos que sobrecarregam a filtração renal. Quando se faz a diluição, corrige-se o excesso de proteína e eletrólitos, entretanto causa-se outro, a diminuição do valor calórico do mesmo. Além disso o leite de vaca não tem um tipo de gordura que o leite humano tem. Para corrigir esses problemas recomenda-se preparar o leite com 3% de óleo (1 colher de chá para cada 100 mL de leite).

Reconstituição do leite para crianças menores de 4 meses.

Leite em pó integral (diluição a 10%):
1 colher das de sobremesa rasa para 100ml de água fervida.
1 ½  colher das de sobremesa rasas para 150ml de água fervida.
2 colheres das de sobremesa rasas para 200ml de água fervida.
Preparo de leite em pó: primeiro, diluir o leite em pó em um pouco de água fervida e em seguida adicionar o óleo e água fervida para completar o volume desejado.
Leite integral fluído:
2/3 de leite fluído + 1/3 de água fervida:
70ml de leite + óleo + 30ml de água = 100ml.
100ml de leite + óleo + 50ml de água = 150ml.
130ml de leite + óleo + 70ml de água = 200ml

                Após completar 4 meses de idade o leite integral líquido não deverá ser diluído e nem acrescido do óleo, já que nessa idade a criança receberá outros alimentos.

Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

Anexo I – 1ª parte: Orientações para crianças totalmente não amamentadas no primeiro ano de vida.


  • As orientações transmitidas pelo “Colostro”, nesta série sobre Alimentação Infantil, não recomenda nem induz o uso de leite de vaca e/ou artificial e sim valoriza o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês e complementado até os dois anos ou mais.
  • No entanto, sabe-se que há condições em que as crianças não estão mais sendo amamentadas ao peito e não há possibilidade de reverter essa situação. Assim, as orientações a seguir permitirão aos profissionais de saúde atuar de maneira mais adequada frente a tais casos e de forma individualizada. Essas devem ser adotados apenas excepcionalmente, quando esgotadas todas as possibilidades de relactação da mãe e analisados caso a caso.
  • É importante reforçar que o leite de vaca integral fluido ou em pó não é recomendado para criança menor de um ano. Diante da impossibilidade de impedir a utilização desse alimento para o lactente o profissional de saúde deve orientar a mãe sobre a diluição adequada para a idade, a correção da deficiência de linoléico com óleo nos primeiros quatro meses e a suplementação com vitamina C e ferro.
  • A amamentação deve ser protegida. Por isso, a orientação sobre preparo de leites artificiais nunca deve ser coletiva. Nos casos em que há necessidade de orientar sobre o preparo de leites artificiais (por exemplo, mães HIV positivo) esta orientação deve ser feita de maneira individualizada e por profissional qualificado.

Para crianças menores de 4 meses:
  • Perguntar à mãe ou responsável como ela prepara o leite que oferece à criança e corrigir, se for o caso, a diluição (que pode estar muito diluída ou concentrada), o volume de cada refeição e o número de refeições que estão sendo oferecidos.
  • Identificar as práticas de higiene usadas na manipulação e no preparo dos alimentos complementares, orientando adequadamente as mães e cuidadores, quando necessário.
  • Orientar a mãe para preparar cada refeição láctea próxima à hora de oferecê-la à criança, sobretudo se não possui refrigerador. E nunca oferecer à criança restos de leite da refeição anterior.

Para crianças a partir dos 4 meses:
  • A orientação básica é iniciar logo a alimentação (não esperar que a criança entre no sexto mês) e ir substituindo a refeição láctea pura pela alimentação, de modo gradativo. Todas as demais orientações dadas para as crianças menores de 4 meses também se aplicam a esse grupo de idade.

Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Passo 10 dos Dez passos para uma alimentação saudável: Guia alimentar para menores de dois anos.

Passo 10: Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

·         A criança doente ingere menos alimentos, quer seja por falta de apetite, dor ou indisposição. Há gasto energético maior devido à febre e ao aumento de alguns hormônios e anticorpos.
·         Há aumento no catabolismo de proteínas com perdas significativas de nitrogênio pela via urinaria e, nos casos de diarréia, de perdas gastrintestinais de energia e micronutrientes.
·         Episódios freqüentes de infecção podem levar ao atraso no desenvolvimento e a certas deficiências nutricionais (vitamina A, zinco e ferro).
·         Esses fatores aumentam a vulnerabilidade da criança a novos episódios de infecção, formando um ciclo vicioso, que vai comprometer o seu estado nutricional.
·         O aleitamento materno é a melhor e mais eficiente recomendação dietética para a saúde da criança pequena. Além de prevenir infecções, o leite materno limita os efeitos das infecções, quando contraídas, fornecendo agentes imunológicos eficazes e micronutrientes que são melhor absorvidos e aproveitados.
·         A prioridade dietética para a criança doente é a manutenção da ingestão adequada de calorias, utilizando alimentos complementares pastosos ou em forma de papas com alta densidade energética.
·         Uma boa prática para aumentar o teor energético diário da alimentação de crianças que apresentarem baixo peso para a estatura é acrescentar, às refeições salgadas, uma colher das de sobremesa de óleo para crianças menores de um ano e uma colher de sopa para maiores de um ano.
·         Logo que a criança recupere o apetite pode-se orientar à mãe oferecer mais uma refeição extra ao dia, pois no período de convalescença o apetite da criança aumenta para compensar a inapetência da fase aguda da doença.
·         Se a criança estiver sendo amamentada exclusivamente no peito, aumentar a freqüência das mamadas. O leite materno é, em geral, o alimento que a criança doente aceita melhor. Muitas vezes a criança doente cansa-se mais e precisa mamar mais vezes.
·         A mãe deve ser orientada a oferecer, dentre os alimentos saudáveis, os de maior preferência, em quantidades pequenas e com maior freqüência.
·         Se a criança já estiver recebendo a alimentação da família, utilizar as preparações em forma de purê ou papas nas refeições, que são de mais fácil aceitação pela criança. E se estiver aceitando bem apenas um tipo de preparação saudável, mantê-la até que a criança se recupere.
·         Nos casos das crianças febris e/ou com diarréia, a oferta de líquidos e água deve ser aumentada. Esses líquidos devem ser oferecidos no intervalo das refeições e, de preferência, em xícaras ou copos sem tampa. O uso de mamadeira aumenta o risco de infecções e diarréia.


Recomendações às famílias de crianças pequenas com dificuldades de alimentar-se:
·         Separar a refeição em um prato individual para ter certeza do quanto a criança está realmente ingerindo;
·         Estar presente junto às refeições mesmo que a criança já coma sozinha e ajudá-la se necessário;
·         Não apressar a criança. Ela pode comer um pouco, descansar e depois comer novamente. É necessário ter paciência e bom humor;
·         Alimentar a criança tão logo ela demonstre fome, se esperar muito, ela pode perder o apetite;
·         Não forçar a criança a comer. Isso aumenta o estresse e diminui ainda mais o apetite. As refeições devem ser momentos tranqüilos e felizes;
·         Cuidados de higiene corporal e bucal (dentes e língua) devem ser redobrados, quando a criança está doente


Referência Bibliografica:
Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para menores de dois anos. Um guia para o profissional da saúde na atenção básica/MS, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – 2 ed-Brasília 2010.