sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Alimentação da Nutriz

Durante a gestação a mãe ganha peso para o crescimento e desenvolvimento do seu filho e acumula reservas energéticas para o pós-parto, pois necessitará de quantidades maiores de nutrientes, no período de lactação.
Na gestação, ocorre o armazenamento de aproximadamente 2 a 4 Kg de gordura corporal, que serão mobilizados para suprir uma porção da energia adicional durante a lactação, em razão do gasto adicional para síntese de leite.
As nutrizes precisam de um adicional de 500 Kcaldia para satisfazer as necessidades de energia pela produção de leite durante o primeiro semestre e de 400 Kcal dia nos meses seguintes.
Com relação às proteínas é importante que a nutriz tenha um acréscimo na sua dieta de 25 g dia.
                                              
A determinação da necessidade de vitaminas e minerais durante o período de lactação baseia-se nos conhecimentos sobre a quantidade de cada nutriente que é transferido para a produção diária de leite materno, adicionado ao valor recomendado para adolescentes e mulheres não gestantes.
Os nutrientes mais críticos incluem a vitamina A, tiamina, riboflavina, vitamina B6 e B12, iodo e selênio e
os menos críticos para a nutriz, são a vitamina D, o ácido fólico, o ferro, o cobre e o zinco.
O ferro, apesar de estar entre os menos críticos, recomenda-se o consumo de alimentos fontes de ferro e vitamina C, contribuindo assim para uma maior absorção. 
Com o aumento da ingestão de proteínas na dieta, há necessidade de aumentar também o consumo das vitaminas do complexo B.
A absorção de cálcio é aumentada durante a lactação e recomenda-se garantir a boa ingesta de alimentos fontes do mesmo.
A alimentação da nutriz deve ter uma orientação específica e individualizada para cada faixa etária.
Para um consumo alimentar adequado nesse período, é importante evitar períodos prolongados de jejum, devendo-se fracionar a alimentação em seis refeições, mantendo a regularidade na concentração energética e, portando, mais adequados para o aproveitamento nutricional nesse processo metabólico intenso.
Deve-se também compor a alimentação priorizando alimentos regionais e ingerir de dois a três litros de líquidos diariamente para garantir a produção de leite.


Referências Bibliografica: 
Silva, Sandra Maria Chemin Seabra da. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Roca, 2007.

Alimentação na Gestação – 3ª parte

Todos os nutrientes possuem grande importância na saúde da gestante e do bebê, porém alguns se destacam:
Vitamina A
·         Auxilia o desenvolvimento celular, crescimento ósseo e na formação dos dentes do feto. Interfere no desenvolvimento do tecido ocular e no sistema imunológico da gestante.
      Vitaminas D e E
·         Mantém a integridade das células que transportam oxigênio.
·         Aliada ao sol (vitamina D) promove absorção do cálcio e fósforo e sua fixação nos ossos e dentes.
Vitamina K
·         Participa na coagulação sanguínea e na formação das proteínas a partir das células ósseas, favorece a mineralização dos tecidos ósseos e o crescimento.
ÁCIDO FÓLICO
·         Também conhecida como folacina ou folato. Suas necessidades aumentam durante a gestação para ajudar na produção aumentada de sangue necessária para o feto e placenta.
·         Tem influência na produção de núcleo celular (DNA), que determina a formação do bebê.
NIACINA
·         Estimula o desenvolvimento cerebral do feto. Tem a propriedade de transformar glicose em energia, mantendo a vitalidade das células maternas e fetais.
TIAMINA (B1)
·         Favorece o metabolismo energético materno e fetal, transformando glicose em energia.
PIRIDOXINA ( B6)
·         Importante para o crescimento e ganho de peso do feto.
VITAMINA C
·         Fundamental para a formação do colágeno, que compõe pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem. Aumenta a absorção do ferro e fortalece o sistema imunológico.
CÁLCIO e FÓSFORO
·         Participa da formação dentária e do esqueleto fetal. O cálcio também atua no processo de coagulação e previne a elevação da pressão arterial.
MAGNÉSIO
·         É ativador das enzimas responsáveis pela aceleração das reações químicas do organismo. Atua no funcionamento celular, dando condições para a formação e o crescimento dos tecidos.
FERRO
·         É necessário para a formação das células sanguíneas do feto. O aumento do volume sanguíneo na mãe também exige maior produção de hemoglobina, pigmento que dá cor vermelha ás células do sangue e é responsável pelo carregamento do oxigênio.
A vitamina C melhora a absorção do ferro, quando ingeridos juntos.

Referências:
Bibliografia:          Guia alimentar da população – Ministério da Saúde

Alimentação na Gestação – 2ª parte


Hábitos alimentares corretos são importantes não só durante a gestação, mas por toda á vida. Durante a gestação a alimentação deve conter quantidades adequadas dos nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e água), pois tanto a falta como o excesso de um ou mais nutrientes podem causar danos ao organismo.
A pirâmide alimentar é um guia para orientação de alimentação equilibrada. Dividida em varias partes, cada parte que compõe a pirâmide corresponde a um grupo de alimentos. As quantidades das porções alimentares de cada grupo vão depender das necessidades da gestante que serão calculadas de acordo com o seu biótipo, ou seja, peso, altura, idade e estrutura óssea, com os acréscimos necessários a cada período gestacional.



Pirâmide Alimentar:
Na base da pirâmide, o grupo dos carboidratos, têm como principal função fornecer energia ao nosso organismo e são necessários para o sistema nervoso e cérebro do bebê.
Acima, o grupo dos vegetais (verduras e legumes) e das frutas, têm como função a regulação do nosso organismo, além de auxiliar na formação da placenta, vasos sanguíneos, ossos, dentes, pele e cartilagem.
Em seguida, temos três grupos, o grupo do leite e derivados, o grupo das carnes e o grupo das leguminosas, que desempenham função construtora no organismo, ou seja, são necessários para o crescimento do útero e seios, desenvolvimento de músculos e sistema nervoso, formação dos diversos órgãos do bebê, bem como da placenta e membranas que a envolvem.
No topo da pirâmide, os açucares, óleos e gorduras. Ocupam a ponta da pirâmide e devem ser ingeridos em pequenas quantidades.


Referências:
Bibliografia:      Guia alimentar da população – Ministério da Saúde

Alimentação na Gestação

A alimentação saudável e equilibrada garante um bom desenvolvimento do bebê e uma gestação mais tranqüila.
            Recomendações:
1)      Evite comer “por dois”, e coma “para dois”;
2)      Consuma com mais freqüência as carnes vermelhas, por serem ricas em ferro;
3)      Abuse das verduras (folha) verdes escuras, grãos, cereais integrais, gema de ovo, beterraba, em conjunto com frutas e sucos de frutas naturais ricos em vitamina C (aumenta a absorção de ferro presente nestes alimentos);
4)      Consuma 3 porções ou mais de leite e derivados;
5)      Aumente o consumo de líquidos durante o dia (água, sucos, chás);
6)      Utilize alimentos ricos em ácido fólico, como: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, vísceras, folhas verdes escuras e aspargo;
7)      Evite o excesso de sal, de açúcar e de gorduras;
8)      Evite alimentos diet e lights antes do 5º mês de gestação, com exceção das diabéticas ou com orientação médica;
9)      Controle o peso, fazendo atividade física com freqüência e moderadamente (sempre com orientação do obstetra);
10)  Fracione a alimentação em 6 pequenas refeições diárias.

Referências:
Bibliografia:      Caderno de Atenção Básica – Ministério da Saúde

Problemas comuns na lactação

A espécie humana é a única entre os mamíferos em que a amamentação e o desmame não são processos desencadeados unicamente pelo instinto. Por isso, eles devem ser aprendidos. Atualmente, sobretudo nas sociedades modernas, as mulheres têm poucas oportunidades de obter o aprendizado à amamentação, já que as fontes tradicionais de aprendizado – mulheres mais experientes da família – foram perdidas à medida que as famílias extensivas foram sendo substituídas pelas famílias nucleares. Como conseqüência, as mulheres tornaram-se mães com pouca ou nenhuma habilidade em levar adiante a amamentação, o que as deixa mais vulneráveis a apresentarem dificuldades ao longo do processo.
            Vários dos problemas comuns enfrentados durante a lactação – ingurgitamento mamário, traumas mamilares, bloqueio de ducto lactífero, infecções mamárias e baixa produção de leite – têm a sua origem em condições que levam a um esvaziamento mamário inadequado. Assim, má técnica de amamentação, mamadas infrequentes e em horários predeterminados, uso de chupetas e de complementos alimentares constituem importantes fatores que podem predispor ao aparecimento de complicações da lactação. Nessas condições, o manejo adequado é imprescindível, pois, se não tratadas adequadamente, com freqüência levam ao desmame precoce. Para a abordagem dos fatores que dificultam o esvaziamento adequado das mamas, há medidas especificas. Além disso, o suporte emocional e medidas que visem dar maior conforto à lactante não podem ser negligenciadas.
            O profissional de saúde tem um papel importante na prevenção e manejo dessas dificuldades, o que requer conhecimentos, atitudes e habilidades específicos.

Referências:
Bibliografia:      Giugliani ERJ. Problemas comuns na lactação e seu manejo. J Pediatr (Rio J). 2004;80 (5 Supl): S147-S154.

Encontro de redes sociais de apoio ao aleitamento materno

Com o intuito de estimular a formação de redes de apoio e promoção ao aleitamento materno, membros do Gaame estiveram presentes no Senac Jaú para apresentar sua experiência a outras redes.

                                         Paula, Marco, Nereida e Terezinha durante o encontro

Gaame participa do II Simpósio de Formação de Redes para Estímulo ao Aleitamento Materno

O Gaame foi tema de mesa redonda sobre redes em aleitamento materno no II Simpósio de Formação de Redes para Estímulo ao Aleitamento Materno promovido pela UFSCar com o intuito de ampliar a discussão e qualificar a rede regional de suporte à amamentação.



O evento aconteceu na cidade de São Carlos (SP) nos dias 22 e 23 de outubro de 2010 e foi direcionado para profissionais de saúde e para pessoas-chaves em suas comunidades e teve como objetivos discutir a aplicação de novas tecnologias de redes em saúde na área de aleitamento materno e aprimorar as ações de estímulo ao aleitamento no âmbito local e regional.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Amamentação à primeira hora

Iniciar a amamentação na primeira hora reduziu o risco de mortes infantis.
- Retardar o início da amamentação levou a um acentuado aumento no risco de morrer.
- Iniciar a amamentação depois de um dia de vida esteve associado a um aumento de 2,4 vezes no risco de morte.
- Receber alimentos pré-lácteos ( outros líquidos antes do leite materno ) aumentou o risco de mortalidade neonatal.




Referências:

Karen M. Edmond, Charles Zandoh, Maria  A. Quigley, Seeba Amenga-Etego, Seth Owusu-Agyei and Betty R. Kirkwood. Delayed Breastfeeding Initiation Increases Risk of Neonatal Mortality. Pediatrics 2006; 117; 380 – 386.